quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Andava

Andava a toa, 
Um rio de água boa.
De repente,
Aquele ser reluzente
Como o sol de verão
Ofuscou-me os olhos 
Que não mais achei a direção.
Como a luz 
Produz claridade
E se vai...
                                              
Ficou tarde.
Na verdade 9 horas.
A aurora tardava.
Meu coração gritava teu nome em vão...
Que nome?
Sol, lua, girassol....
Mas estava ali,
Em algum lugar do mundo
E dentro de mim...

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Andava


Andava a toa -  
Um rio de água boa -
Derepente,
Aquele ser reluzente
Como o sol de verão,
Ofuscou meus olhos 
Que não mais achei a direção.

Como a luz ,
Produz claridade
E se vai.

Ficou tarde. 
Na verdade 9 horas,
A aurora tardava, 
Meu coração gritava teu nome em vão.
Que nome?
Sol, lua, girassol....
Mas estava ali,
Em algum lugar do mundo
E dentro de mim....

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Eu X Eu

O vinho anima a mente, Sente o arco-íris próximo Na cruz do gótico Visto por traz das lentes.
Lança teu corpo no nada Tentando sufocar tuas magoas Na infinita beleza do lábaro,
Destruindo-o com ódio bárbaro. Rasgas teu corpo infame - O sangue coalhado jorra - Sonhando ada instante A tua alma ir embora...

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Desvario.



E amanheceu com nuvens e chuva forte.
Norte era tão estranho que não via direção,
Coração sem pulso, avulso, em desuso.
E amanheceu com trovões...
Os raios eram como lanternas na minha alma,
Que me salva dos pecados e das amarguras
Mas furas o infinito e me deixa de novo aqui.
E amanheceu com lua,
E minha pele nua não flutua neste céu  pesado de promessas sem colhões,
E as emoções são meros enfeites para decoração do cenário.
Em nosso pleno ardor, nesse desvario eterno...

quinta-feira, 25 de abril de 2013

No Palco do Meu Coração.


Estavas ali.
Uma tatuagem em mim.
Teu corpo no palco,
Teus gestos limpos
Vindos de uma imagem clara
Rara como a seta no alvo.
Que meu peito sejas teu espaço,
Teu palco -
O teatro de tua vida...

sábado, 23 de março de 2013

Ela Não Merece...


Ela não merece a felicidade.
Ela é negra,
Cabelo ruim,
Perambulando pela cidade.

Pouca idade,
Roupas velhas, bregas,
Atitude leve e risonha,
Quase anônima,
Se não houvesse milhões iguais por aí.

Ela não merece nada,
Anda com a farda da favela,
Da novela das oito,
Que todos veem, admiram.
Mas depois das emoções,
Desligam a televisão.

Ela é quase gente,
Seu olhar sorridente,
Ardente como o sol
Mas nunca aceito,
Como os preconceitos,
Do nosso pobre peito.

Ela é meu povo, 
Roubado de novo -
Esquecido,
Enxotado,
Enganado como bobo
Sem saber que temos
A alma e coração
Que um dia será
Visto em uma foto de uma rebelião...

sexta-feira, 1 de março de 2013

O Sertão.


A seca meu sertão assola,
Minhas lágrimas minha sede mata,
O gume do facão amola,
O cacto, minha fome farta.

O poeta na caatinga morre,
O seus versos de cordel resseca,
O espírito da seca foge,
Nas mulheres que carregam latas.

Minha poesia, agora se cala,
Na dor dos meninos magros,
No agreste que a fome instala,
Que deixei no pó da estrada...