quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A Ignorância.


O homem que se julga superior,
Se acha o ícone da retidão,
Da sofisticação
Esquece-se do seu berço e sua raiz.
Que somos feitos de humor,
Muitas vezes ácidos e até inocente.
Um povo que muitas vezes ri de suas próprias mazelas,
Que critica a intolerância,
Esbarra em "seres iluminados"
Que tem ânsia de crucificação
Com ares de santidade absoluta
Com sua inteligência e cultura "maior".
Viva a "santidade da moral e da cultura popular"...

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Silêncio...


A chuva não para,
O tempo não cala,
E o que resta é cansaço e silêncio...
O ônibus passa cheio,
As pessoas olham sem desejo
E o que resta é cansaço e silêncio...
Requenta o almoço
Sem luxo e insosso
E o que resta é cansaço e silêncio...
E os minutos engatinham,
Os carros buzinam
E o que resta é cansaço e silêncio...
Bate ponto, roda – se molha,
O caminho pedregoso,
Lama engole as pernas,
Passos pesados, compassados
Sem forças para gritar odiar.
Venta frio...
E o que resta é cansaço e silêncio...

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Déspotas...

Não te preocupe em fugir dos déspotas,
Eles te levantarão da tua cama,
Ama a teus colhões para que não perca tamanho;
Que teu banho não seja em ácido;
Com a coragem frouxa, bamba e flácida;
A vaidade te espreita,
E a maldade o cerca,
Volta-te para dentro,
Engole teu soluço e lamentos
E segue em frente,
Pois o mundo não para,
E excita a mente...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Recar-reggae


Teu reggae
Me segui
Consegui
Me lançar
À tua boca,
Louca,
Linda,
Vinda das terras Caraíbas.

Recarregue 
As pilhas do seu coração,
Com milhas de distância da razão,
Minha matriarca filha,
Complemento d'art.
Trilhas que se seguem
Além das palavras que se vão.

O mar, as ondas,
A brisa sonda minh'alma estraçalhada
Que você deixou pela estrada.

Pra todo mundo
Ver o fim de tudo,
Ver a turma 
Boca aberta,
A reca te curtindo como um reggae.

Venha para os braços meus -
Recarregue -
Venha que os meus são teus -
Recarregue -
Teu amor, tua sina  -
Recarregue -
Ser meu chão de Minas -
Recarregue...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Os Orfãos


Somos filhos da solidão
Com os pés amarrados á multidão.
Não conseguimos ver a nós mesmos
Nem mesmo diante do espelho.

O frio que congela a alma
Como a correnteza lenta e calma,
Nos arrasta pra muito longe,
Onde nossa coragem se esconde.

Tua presença
Destrói-me como uma doença,
Que nunca sai sem deixar sequelas -
O ciclone devastando a terras.

Ainda com todos a minha volta,
O álcool e todas as risadas soltas,
Possam enganar tudo em meu caminho,
Faço de minhas taças de vinhos,
Minha viagem para o centro do nada,
Da camada vazia do meu peito,
Por direito, me acusa as lágrimas
Ser teu escravo pela eternidade...

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Eu Podia...

Eu tinha muitos pães,
Salgados e doces cremosos.
Ainda que me rangessem os ossos
Preferi ficar com fome.

Tinha muita força -  
Punhos sólidos, de aço -

Mas por obra do acaso,
Preferi mais uma vez curvar-me.

Podia ter vivido muitos amores,
Mas preferi ter um medo Papageno,
Mudando assim meu destino
Pra poder me lamentar.

Tinha muita coragem,
Como a ave que protege o ninho,
Afastando o predador do caminho,
Mas preferi fugir para não lutar.

Tive chance de ser tudo,
Com força, sobriedade, amor e coragem,
Mas preferi minha pior metade
Para poder pedir desculpas e chorar...

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Corpo Fechado

Não sou tão humilde assim. 
Tenho o sangue de quem luta até o fim.
Amo minha arrogância 
Alimentada na infância 
Pela espada que me mostra 
A força de meu criador, 
Meu corpo fechado para dor.