terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Cordel do Reino Encantado II ( Era Uma Vez)


Ao longe, ao sul 
Onde antes do cinza 
No céu, 
Brilhava o sol no céu azul, 
Surgia um guerreiro 
Com alma de anjo 
Forte e altaneiro. 

Afugentava os dragões, 
Dominava os soldados inimigos
E por poupá-los 
Era admirado pelas multidões.

O rei assustado 
Acuado, calado, 
Com medo do guerreiro, 
Engoliu teu medo 
E muito dissimulado 
Cercou o guerreiro 
Com jóias e agrados 
Querendo que o homem virtuoso 
Rendesse tua honra 
Ao ouro luminoso 
Que no castelo aflorava. 

A água que fura a pedra 
Apagou o que o guerreiro era. 
A bondade se transformara na fera 
E o povo mais uma vez se desfaz a tal quimera. 

Mais um guerreiro posto ao chão 
Subjugado pelo ouro sujo 
Vindo do sangue dos homens em vão 
De um lado podre e obscuro. 

E o reino continua igual, 
Com as atrocidades, tudo normal. 
O reino dos anões 
Onde cresce as arvores em brasa 
Não se cansa de lutar 
Pela liberdade 
Que na realidade 
Os anões sem pensar 
São pequenos por acostumar 
Desde criança de joelhos caminhar...

Cordel do Reino Encantado I ( Era Uma Vez)



Era um vez 
Um reino de anões 
Onde os feijões 
Não mais cresciam. 

Eram todos cegos 
Não passam além 
Das fronteiras do ego 
Que a si oprimiam. 

Tinham um rei 
De duas caras 
Escravizava em nome da lei 
Era uma farra feita as claras 
No escuro do castelo  obscuro.

Sempre se curvava às leis 
E a espada do reino do norte 
Que tem força nas garras da morte. 

Era estranha a submissão, 
Pois o reino anão 
Mesmo tão pequeno, 
Era mais forte 
Que todo aquele veneno. 

O rei oprimia 
E o povo sofrido 
Fugia as pressas 
Para longe das lanças 
Que o rei fantoche 
Do reino do norte 
dominasse seu povo 
Encerrando os viventes 
Em seus calabouços 


Os dragões destruíam 
Aqueles homens que sofriam. 
Dias quentes que se seguem 
Corpos nas ruelas a luz do dia. 


O rei tinha amigos 
Que sobre influência 
Dos corrompidos 
Trocaram as virtudes 
Pelos seus vícios, 
Fechando seus olhos 
Para seus patrícios ,
Se voltando contra 
Seus próprios princípios...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Meu Ser...


Choro.
Cortates minhas asas arrancadas a golpes de ingratidão.
Foges.
Calastes minhas gargalhadas sufocadas pela solidão.
Rastejo.
Salivo o pó da estrada, encruzilhadas sem direção.
Ergo.
Afogento o medo com força de espada em minhas mãos.
Durmo.
Descanso a sombra da luz do te coração...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Dias...



Era dia. 
Era quase dia.
Tua boca sorria, 
Enquanto me perdia.

Era cedo.
Era muito cedo. 
Meu corpo ardia 
De medo 
Há luz da febo.

Era tarde.
Era bem tarde. 
Minha metade escurece, 
Me invade a tua ausência.

Era noite.
Negra noite. 
Açoite que rasgas 
Meu corpo, a tua partida 
Feridas de morte...

domingo, 15 de janeiro de 2012

A Dança das Ruas



A fome o consome.
Visto que lindo era teu surgimento,
Com o tempo,
Se desfez os sonhos.

Vem outro dia,
Engole teu choro a agonia.
A sina mal traçada,
A foice na carne maltratada, 
Olhos semi-serrados e lacrimejando
Mostrando a dor da desigualdade.
Mesmo com pouca idade,
Percebes teu futuro,
É sombrio, feio, e sujo...

domingo, 8 de janeiro de 2012

Meu Nome...


Meu nome é vento
Seja agosto,maio ou setembro
Com tormentas
A qualquer tempo
Meu nome é vento

Meu nome é pedra
Que se revolte Isis ou Hera
Que se perca em alguma quimera
Sem nemhuma fresta
Meu nome é pedra

Meu nome é luz
Rasgas o céu azul
Ascendendo teu corpo nu
A meus braços condus
Meu nome é luz

Meu espírito é água
Sem impuresa, alguma mágoa
Ou ciscos na alma
Plenitude, calma
Meu espírito é água...

domingo, 1 de janeiro de 2012

Sonho Meu...


Me perdi num azul tão azul 
Que me senti pela primeira vez
Sem chão;
Tão louco não
Extasiado sim.
No fim de um tunél de arco-íris
Que nem Ísis
Ou qualquer outro deus - 
Zeus, Hera - sei lá;
Terá tal beleza.
Alguma quimera que me leva,
Fontes de pura água fresca,
Tal beleza, só em teu seio vi....