segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Ima(gem)... parte 1

Tem noites que eu saio,
vou paro no bar 
um cigarro no ar,
tomo uma, duas ou três cervejas 
quando vou saindo vejo 
a Antônio Carlos vazia 
porém suas luzes acesas...

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Mata Fechada

Eu era mata fechada
e Sol meu companheiro
Corria feito raio 
O ensaio da maior força

Fala ao vento
doma o tempo
era dono do meu destino
Infinito.

E o Sol era meu guia
E eu iluminava o Sol
Eu era a própria luz

Mas o Sol que eu iluminava
me queimava
e de mata fechada fiquei árido
os rios das minhas veias surgiram secos
e o força mais bruta se tornou brisa.

Chamei ao céu escuro
o futuro que brilhasse
caminhei passos lentos
cadenciados e sem prazos

Passos rasos na dor que abunda
quem nem um mantra ou Buda
Seja perfeito em mundo algum
parti a lança de Ogum

Um perfeito herói que não voa
Entoa canções móbidas
De sofreguidão.

E de mata fechada me tornei árido.
Não reluzia o Sol que deixou se apagar

Batalha

Entrou em campo 
ando 
pego minha espada 
vou à luta 
luto 
sofro 
caio ferido 
lágrimas 
morro 
luto...

domingo, 19 de agosto de 2018

Continuo...

O tempo tá frio

Eu não sei o quanto eu vou continuar andando por essa cidade

Falta vontade, felicidade...

Às vezes fico pensando se é realmente interessante.

Indo pela noite onde

Ando

Às vezes sinto que pode ser que a coisa vá

Pode ser que não vá 

Enquanto isso o tempo vai esfriando

O mundo vai esfriando 

Às vezes o que era tão sólido parece não ser tão sólido assim

E quem maltrata talvez não seja tão ruim assim

E o algoz talvez não seja o algoz

Quando se é classificado às vezes no tumulto da vida não se sabe quem é um bandido ou quem é o mocinho

E assim eu continuo...

continuo...

continuo...

continuo...

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Plágio

As luzes, o pó e a poeira
A beira do rio,
um fio que corta o sertão.
Minha alma viva ser tão
frágil mas corro
Sou fugaz e ágil,
Um plágio quixotesco...

terça-feira, 3 de julho de 2018

Monstros

Cansei!
Aquele monstro obscuro que vive esgueirando-me não deverá mais viver.
Um monstro de escuridão que vem me perseguindo a tempos.
Não o darei trégua.
Estou com minha espada da fé,
Meu escudo bondade,
e meu cavalo da vontade.

Recolherei-me nos que me amam, o alimento 
e vitamina.
Mostrá-lo-ei meu armamento
e perícia.

Não sobrará medo, dor, tristeza.
Não sobrará nada.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Rouco

Estou rouco. 
Mal consigo sofejar.
De tanto minh'alma gritar,
Não consigo mais falar.
Estou surdo.
Apenas murmuro...