segunda-feira, 7 de abril de 2014

Epopeia de Um Homem Qualquer

O dia nasce.
São homens e mulheres - cidadãos sem face.
É humano ser insensível,
Urbano ser intangível,
Perdendo sangue, perdendo dentes.
Ser invisível.
O impossível batendo as portas da realidade cruel.

Deitei essa noite olhando o céu e não o vi.
Continuei perdendo meus dentes e ainda sim sorri,
Imerso numa caudalosa piscina.
Falta de vergonha ou cocaína? 
A tempestade arrasa calmamente a vida que segue como um nau a deriva.
Num oceano de pensamentos que arremessa-me as rochas,
Prende-me as dunas.
Minha vida as vezes parece assim:
Parada. 
Estagnada.
Mas á quem diga que os dias continuam passando.
Não me dão muitas certezas mas continuo andando...

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

As Aves de Penas Verdes

A ave de penas verdes
Que mata a cede no lago
Amarga a indiferença
Das aves que ali se encontravam
As aves de penas claras
Voam sempre em bandos
Sobrevoando as matas
Formando no céu um manto
Mas a ave isolada sente
A dor da solidão atroz
Esquecida como se fosse gente
Caminhando na vida só...

sábado, 14 de dezembro de 2013

Andei...


Andei,
Andei,
Andei,
Por um monento não acharia o fim

Chorei,
Chorei,
Chorei,
Nunca pensei em chorrar assim

Olhei,
Olhei,
Olhei,
Meus olhos turvos parados ali

Amei,
Amei,
Amei,
Sucumbi ao teu amor dentro de mim...

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Andava

Andava a toa, 
Um rio de água boa.
De repente,
Aquele ser reluzente
Como o sol de verão
Ofuscou-me os olhos 
Que não mais achei a direção.
Como a luz 
Produz claridade
E se vai...
                                              
Ficou tarde.
Na verdade 9 horas.
A aurora tardava.
Meu coração gritava teu nome em vão...
Que nome?
Sol, lua, girassol....
Mas estava ali,
Em algum lugar do mundo
E dentro de mim...

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Andava


Andava a toa -  
Um rio de água boa -
Derepente,
Aquele ser reluzente
Como o sol de verão,
Ofuscou meus olhos 
Que não mais achei a direção.

Como a luz ,
Produz claridade
E se vai.

Ficou tarde. 
Na verdade 9 horas,
A aurora tardava, 
Meu coração gritava teu nome em vão.
Que nome?
Sol, lua, girassol....
Mas estava ali,
Em algum lugar do mundo
E dentro de mim....

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Eu X Eu

O vinho anima a mente, Sente o arco-íris próximo Na cruz do gótico Visto por traz das lentes.
Lança teu corpo no nada Tentando sufocar tuas magoas Na infinita beleza do lábaro,
Destruindo-o com ódio bárbaro. Rasgas teu corpo infame - O sangue coalhado jorra - Sonhando ada instante A tua alma ir embora...

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Desvario.



E amanheceu com nuvens e chuva forte.
Norte era tão estranho que não via direção,
Coração sem pulso, avulso, em desuso.
E amanheceu com trovões...
Os raios eram como lanternas na minha alma,
Que me salva dos pecados e das amarguras
Mas furas o infinito e me deixa de novo aqui.
E amanheceu com lua,
E minha pele nua não flutua neste céu  pesado de promessas sem colhões,
E as emoções são meros enfeites para decoração do cenário.
Em nosso pleno ardor, nesse desvario eterno...