segunda-feira, 7 de julho de 2014

Uirapuru

O amor...
Bicho estranho louco desvairado,
Se finge de santo mas é puro pecado.
Se esconde no meio do mato,
Olha, assunta e muda a forma - formato.
Você corre, o cerca.
Ele pula, voa e as vezes parece rir.
Mas a gente incansável corre de novo, pula com o racional envolto - entorno de nós e nada.
Fico escondido num canto a espreita e ele me bica por trás e me faz sentir essa cruel dor.
Sento e desanimo
E a navalha com seu fio fica enterrado na alma.
Foi-se embora a astucia.
E esse bicho estranho que achei que já era extinto existiu
Como um Uirapuru
O bicho do céu azul que canta
No mato para que o resto se cale 
E deixe que as plantas do mato exale seu perfume.
Mas ainda fico na espreita a procura-lo...

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Epopeia de Um Homem Qualquer

O dia nasce.
São homens e mulheres - cidadãos sem face.
É humano ser insensível,
Urbano ser intangível,
Perdendo sangue, perdendo dentes.
Ser invisível.
O impossível batendo as portas da realidade cruel.

Deitei essa noite olhando o céu e não o vi.
Continuei perdendo meus dentes e ainda sim sorri,
Imerso numa caudalosa piscina.
Falta de vergonha ou cocaína? 
A tempestade arrasa calmamente a vida que segue como um nau a deriva.
Num oceano de pensamentos que arremessa-me as rochas,
Prende-me as dunas.
Minha vida as vezes parece assim:
Parada. 
Estagnada.
Mas á quem diga que os dias continuam passando.
Não me dão muitas certezas mas continuo andando...

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

As Aves de Penas Verdes

A ave de penas verdes
Que mata a cede no lago
Amarga a indiferença
Das aves que ali se encontravam
As aves de penas claras
Voam sempre em bandos
Sobrevoando as matas
Formando no céu um manto
Mas a ave isolada sente
A dor da solidão atroz
Esquecida como se fosse gente
Caminhando na vida só...

sábado, 14 de dezembro de 2013

Andei...


Andei,
Andei,
Andei,
Por um monento não acharia o fim

Chorei,
Chorei,
Chorei,
Nunca pensei em chorrar assim

Olhei,
Olhei,
Olhei,
Meus olhos turvos parados ali

Amei,
Amei,
Amei,
Sucumbi ao teu amor dentro de mim...

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Andava

Andava a toa, 
Um rio de água boa.
De repente,
Aquele ser reluzente
Como o sol de verão
Ofuscou-me os olhos 
Que não mais achei a direção.
Como a luz 
Produz claridade
E se vai...
                                              
Ficou tarde.
Na verdade 9 horas.
A aurora tardava.
Meu coração gritava teu nome em vão...
Que nome?
Sol, lua, girassol....
Mas estava ali,
Em algum lugar do mundo
E dentro de mim...

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Andava


Andava a toa -  
Um rio de água boa -
Derepente,
Aquele ser reluzente
Como o sol de verão,
Ofuscou meus olhos 
Que não mais achei a direção.

Como a luz ,
Produz claridade
E se vai.

Ficou tarde. 
Na verdade 9 horas,
A aurora tardava, 
Meu coração gritava teu nome em vão.
Que nome?
Sol, lua, girassol....
Mas estava ali,
Em algum lugar do mundo
E dentro de mim....

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Eu X Eu

O vinho anima a mente, Sente o arco-íris próximo Na cruz do gótico Visto por traz das lentes.
Lança teu corpo no nada Tentando sufocar tuas magoas Na infinita beleza do lábaro,
Destruindo-o com ódio bárbaro. Rasgas teu corpo infame - O sangue coalhado jorra - Sonhando ada instante A tua alma ir embora...