segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Recar-reggae


Teu reggae
Me segui
Consegui
Me lançar
À tua boca,
Louca,
Linda,
Vinda das terras Caraíbas.

Recarregue 
As pilhas do seu coração,
Com milhas de distância da razão,
Minha matriarca filha,
Complemento d'art.
Trilhas que se seguem
Além das palavras que se vão.

O mar, as ondas,
A brisa sonda minh'alma estraçalhada
Que você deixou pela estrada.

Pra todo mundo
Ver o fim de tudo,
Ver a turma 
Boca aberta,
A reca te curtindo como um reggae.

Venha para os braços meus -
Recarregue -
Venha que os meus são teus -
Recarregue -
Teu amor, tua sina  -
Recarregue -
Ser meu chão de Minas -
Recarregue...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Os Orfãos


Somos filhos da solidão
Com os pés amarrados á multidão.
Não conseguimos ver a nós mesmos
Nem mesmo diante do espelho.

O frio que congela a alma
Como a correnteza lenta e calma,
Nos arrasta pra muito longe,
Onde nossa coragem se esconde.

Tua presença
Destrói-me como uma doença,
Que nunca sai sem deixar sequelas -
O ciclone devastando a terras.

Ainda com todos a minha volta,
O álcool e todas as risadas soltas,
Possam enganar tudo em meu caminho,
Faço de minhas taças de vinhos,
Minha viagem para o centro do nada,
Da camada vazia do meu peito,
Por direito, me acusa as lágrimas
Ser teu escravo pela eternidade...

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Eu Podia...

Eu tinha muitos pães,
Salgados e doces cremosos.
Ainda que me rangessem os ossos
Preferi ficar com fome.

Tinha muita força -  
Punhos sólidos, de aço -

Mas por obra do acaso,
Preferi mais uma vez curvar-me.

Podia ter vivido muitos amores,
Mas preferi ter um medo Papageno,
Mudando assim meu destino
Pra poder me lamentar.

Tinha muita coragem,
Como a ave que protege o ninho,
Afastando o predador do caminho,
Mas preferi fugir para não lutar.

Tive chance de ser tudo,
Com força, sobriedade, amor e coragem,
Mas preferi minha pior metade
Para poder pedir desculpas e chorar...

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Corpo Fechado

Não sou tão humilde assim. 
Tenho o sangue de quem luta até o fim.
Amo minha arrogância 
Alimentada na infância 
Pela espada que me mostra 
A força de meu criador, 
Meu corpo fechado para dor.

sábado, 15 de setembro de 2012

A Pátria


Falo em versos.
Testo cada palavra.
Amorteço em minhas costas o florete -
Mesmo não sendo filho da sorte -
Fechando os olhos ao flerte
Que no planalto se percebe.

Finjo não ver
O massacre de almas puras
E nos abster
Das nossas armas contra a ditadura.

Meu cansaço e minha dor
Alimenta meu ódio e pavor
A tanta atrocidade.

Pois esta pátria que trago a bandeira,
Mesmo que não queira,
Não me ofereceu nada,
Nem mesmo me pariu,
Apenas me cuspiu...

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

A Linha De Chegada...

Qual a distância 
Entre o nirvana e meu espírito,
Seguindo com ânsia 
De minha choupana pelo labirinto. 
As curvas os sinais, 
Setas indicativas, 
O caminho fácil para andar em círculos.

A alma cansada, 
A dor da morte á espada,
A linha de chegada, 
O fim da estrada...

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Corro

Corro,
Corro,
Corro,
Corro,
Corro até que meus pés se cansam.
 Se lançam a frente,
 Sem chão,
 No ermo,
 Tropeço,
 Rolo,
 Sinto o solo.

 Choro...

  O sal e o sangue se misturam. 
Minhas lágrimas
 Regando minha face pálida
 Afogado na dor...