Parei na janela...
luzes... Cidade viva... Cintilante... Não quero estar aqui... Quero essas luzes, muita luz... Mais um gole da cerveja, Jogar fora essa cruz... Quero ver as cores... Estou cansado de ver as lutas, Sentir dores... Quero as luzes...
Tenho andado na chuva Tenho comido mal Maldizendo pessoas Tenho tido insônia Tenho tido desejos Tem me faltado vontades Tenho andado cedo. há poucos horas Que horas são? Qual oração? Tenho tido revoltas Tenho tido risadas e diversão Tenho saído tarde e voltado cedo Tenho dormido mal Tenho tido insônia Tenho dormido tarde Ou tenho dormido cedo? Tenho me perdido nas ruas e nas ruínas Tenho me perdido no tempo Tenho tempo de ódio - temporal Não tenho muitas coisas Tenho perdido minhas certezas Tenho perdido a razão. Tenho perdido centro Tenho tempo pra nada Tenho tempero e tempestade Tenho pouco tempo Que horas são?
Vivo. Se a vida a pena Vale, A mim não vale, Se Vale ao Capital, A mim não vale. Então eu paro. Pare! Vire a Esquerda e ache, O que nos una e emancipe. O que é libertário, Era Doce... Não deixe sua consciência em neblina. Bruma....
Eu tinha um grande fazenda. Criava demônios de todos os tipos Fazia criadouros cheios de demonios eram tão bonitinhos...
Os alimentava com o ódio. O meu e o que eu acarrancava cruelmente dos outros. Era o ópio para os meu filhotinhos, vitamina para os briguentinhos... Eram uma gracinha eu os usava para destruir tudo era uma alegria sem fim era divertidíssimos...
As vezes fica com pena desse mundo tão reto Mas eu não poderia jogar meus adoráveis diabinhos ao relento então, eu deturpava esse mundo ecumênico das pessoas que constroem amores intensos
E a cada dia, mais demoníaco me senti com tanta luz que via neste mundo me sentia o próprio demônio num mundo ensolarado. Mas por que confrontar se o inferno me torna belo como um terno?
E assim, na minha desvalida vida financeira serei milionário de tantos negócios a fazer sou o pioneiro e o melhor criador dos meus monstrinhos que não deixa ninguém subverter...
Na sombria noite de Halloween, na calada da noite, no deserto de uma esquina escura, a verdade e a consciência são estupradas pelos monstros dos discursos fáceis e oportunos.