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Suor...
ELA com seu jeito safado querendo me comer.
Uma mulher que é santamente PUTA
com sua volúpia bruta
e uma vontade insaciável de fuder.
Sim!
ELA não quer tranquilidade e afago.
ELA quer ser fodida.
ELA quer que eu meta como nas loucuras de Roma
ELA rosna.
me usa.
me chupa.
Ahhh!!!
ela engasga, lacrimeja e ri.
ELA me sufoca com sua buceta.
ELA não tem vagina
ELA tem buceta.
ELA tem tudo,
minha boca se ajeita
entre suas pernas.
ELA não tem métrica..
Te coloco de quatro.
ELA sorri.
Abro sua bunda e entro como um animal.
Entro sem dó ou piedade.
Abro com ardor seu cu apertado e lubrificado.
Morde meu pau.
Ela delira.
ELA chora e manda fuder.
ELA se molha.
me olha.
Segura minha mão,
encosta a cabeça no chão
e me manda rasgar-la.
ELA é dona do meu pau.
ELA tira meu caralho enterrado e chupa.
bate na minha cara.
me tara.
ELA quer gozar!
Bateu-me novamente na cara.
Sentou no meu caralho e me insultou.
ELA é PUTA.
ELA quer minha porra.
ELA quer meus palavrões.
É ELA.
ELA não se define.
ELA quer...
ELA tem..
E a cobra engoliu um sapo
O sapo que pulava todos os dias perto da lago
O sapo foi saltitante mas nesse instante,
O sapo foi devorado.
A cobra engoliu o sapo
O sapo era canalha
Não seria degustado tão facil
Ardiloso
Pela garganta descia o sapo
Que coaxava atordoado
No pescoço engarranchado
Feito nó dos amargurados
E a cobra que engole sapo
Morreu com ele engasgado...
No leito de morte imortalizei
O frio que vinha do sul me sucumbiu na minha máxima força
E assim o inferno de Dante diante dos meus olhos se tornaram luz
Me pus em círculo, um ícone a ser cercado...
Suspiro...
Me encolho, contorço e giro...
São as duas frases de um mesmo grito...
O frio habita as ruas.
As mãos geladas
Os pés quietos.
Pessoas andam...
Andei sem rumo apenas para me esquentar.
Esquentar...
O frio permeia minha alma.
Congela minha retina.
Não enxergo, apenas tremo.
Congelando das veias ao fêmur.
A congelei as mãos.
Meu corpo frio congela tudo ao redor.
Ela veio estender-me a mão.
Acho que era para aquecer-me então
Mas ela vinha do frio também.
E as mãos dadas era para esquecer a solidão.
Talvez o frio venha da falta de abraços.
Talvez do vento frio do caminho.
Pode ser da falta de passos.
Ou da falta do vinho...
"Estive alí parado, desnudado.
Parecia uma criança que fugia das bombas, correndo pelado tentando no tempo e espaço,
o meu encontro em mim,
meu pedaço."
E contaram-te uma história.
Essa história era longa, muito longa.
Os fonemas que saiam pelo ar foram escritos em linhas retas.
De tão retas, perdiam-se no horizonte.
Um texto muito bem escrito.
Um texto simples e obedecendo todas as regras ortográficas.
É muito certinho esse texto,
Dava até gosto de ler.
Uma história bem estruturada,
Tinha começo, meio e fim.
Mas algo me soava estranho.
Era muito certo.
Certo demais.
A perfeição dos personagens era intrigante.
O herói era cintilante como sol das manhãs,
A mocinha sempre surrada pela vida.
O vilão - ah, o vilão.
O clichê em pessoa.
Cruel e fugaz.
Nada fora da normalidade.
Das histórias típicas.
Da cultura das histórias.
Mas a história já estava pronta e muito conhecida.
Não precisamos conhecer a história da história.
E assim é.
Li
Re-li
Mas descobri que as linhas retas tinham lacunas na história
E de tão perfeita se tornava torta.
Percebi que as histórias nunca serão retas.
A linha que se escreve as histórias nem sempre são retas.
Mesmo que insistimos a ve-la reta.
Mas não é reta.
E não será.
Então, ficarei aqui.
Admirando minha história em linhas tortas
E torcendo pelos que só enxergam a linha reta.
E ela brotava da terra negra.
Terra que nutria mais que as outras terras.
E ela era bonita.
Era planta,
Era vento,
Era chão,
Era incêndio.
Ela era o mundo!
Mas um dia
O que era colorido,
Ficou opaco.
E a tela ficou sem cor
E não teve risada,
Ficou mudo.
E mudou
E o tempo partiu seu espírito.
E isso também partiu meu espírito.
E a terra escura,
Ficou terra cinza.
Virou terra dos cínicos.
E o que era grande
Se apequenou.
Mas no fundo,
Se cumprirá a regra.
Ela é bonita de alma grande,
Nascida a terra negra...