quinta-feira, 5 de abril de 2012

Mudanças...

A pungente vontade de mudança,
Morre nas mãos do verdugo, 
Na falsidade da palavra esperança
Encostados no frio dos muros.

Não ando com sorriso ou alegria aparente,
Visto preto remeto ao lado sombrio.
Pensamento doente,
Caminho arrastando 
Com sangue no olhar,
Espada nas mãos 
E uma pedra no coração
Veredas lindamente aleivosas.
Nas armadilhas dos sorrisos
Minhas palavras calaram-se.
Escondo minha dor inerente
Que me acompanha desde a tenra idade
Pelas ruas sujas da cidade
Na velocidade do pensamento perdido
No aflito momento que choro...

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A Árvore


Não era raro ver as árvores.
Era estranho não ver nada
Nos campos que amei,
Nas almas que resgatei
A arvore da vida que crescia
E merecia mais a minha atenção...

terça-feira, 20 de março de 2012

Acordo II

 
Escrevo meu futuro na areia
Avisto a lua linda na minha mão
Espalho gargalhadas pelos bosques
Acordo sem sentir meu coração...

A Sua Morte...


Desculpe por te matar.
Meu corpo exposto na sua sala de jantar.
Meus pedaços te despedaçando
Enquanto pro infinito vou caminhando.
Ha vida na escuridão e
Também na solidão.

Mesmo que sejam de vocês as minhas lástimas,
Parto de uma vez sem muitas lágrimas,
Mas nunca digas que não me queres,
Pois o sândalo perfuma o machado que o feri...

sexta-feira, 16 de março de 2012

Quem?


 
Perguntaram por mim,
Assim, 
Sem palavras bonitas ou carinhosas
Ou que possa em mim ser sentidas.
Perguntaram por alguém,
Quem?
Um cidadão qualquer,
Se deseja ou algo quer,
Não sabes ninguém...
Passaram por aqui,
Pé antepé
Por cima da minha fé,
Como até então não haviam feito.
Riram da minha força,
Minha fantasia de herói,
Uma boneca de louça aos pedaços -
O branco -
O vazio espaço.
Rejeitaram meu “não”,
Com ilusão de certezas vans,
De ser nada,
De não mudar nada,
De não fazer diferença,
De não questionar a sentença...

segunda-feira, 12 de março de 2012

Fogo


Teu jeito quedo,
Meigo,
Muta,
Camufla...
Teu ímpeto voraz 
Capaz uivar...

Respiras...

Teu olhar me despe. 
Reveste meu corpo de desejo. 
Minhas dúvidas e medos.

Toca-me, arranhas,
Lança-me nas chamas da paixão...

Impetuosa... 
Gostosa dor -
Sabor que arde meu corpo -
Me molhas com teu óleo,
Teus delírios...

Freme teu corpo
Ao toque de meus dedos.
Sinto-me louco
Recebendo teus lábios...

Respira com violência,
Teus gemidos, 
Minhas marcas em tua existência...

Acalma teu corpo ardente. 
Já sente a brisa
Relaxar teus músculos úmidos.
Muta.
Camufla. 
Olhas com teu jeito outra vez quedo
Meigo,

Beija,
Imaculadamente,
Adormece...

O Rio


Eu sou o rio.
Levo tuas dores em meus braços -
Os laços - 
O remanso.
A água que mata a cede. 

Molha teu corpo,
Rega tua esperança,
Ainda não sendo pouco
Minhas águas pra ti dançam.

Mas assim te deixo
Em minha margem a chorar,
Com toda dor em meu peito,
Levo-te no pensamento,
Como a folha do leito ao mar...